Novas tecnologias ajudam surdos em tarefas do dia a dia
No Brasil, 45,6 milhões de pessoas
possuem algum tipo de deficiência, o que representa 23,9% da população. Desse
universo, em 2010, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), 9,71 milhões declararam-se com algum tipo de deficiência
auditiva. Nos últimos anos temos visto a tecnologia trabalhar a favor da
inclusão de portadores de diferentes deficiências.
Foi por meio de um aplicativo para
dispositivos móveis que três brasileiros encontraram uma solução digital para a
inclusão social daqueles que, para se comunicar, dependem da Língua Brasileira
de Sinais (Libras). O aplicativo Hand Talk (Mãos que Falam, em português)
promete acabar de vez com algumas barreiras na comunicação com deficientes
auditivos.
Outro pesquisador brasileiro elaborou um
programa que chama a atenção de surdos, transformando o celular em uma espécie
de ouvido que identifica quando o nome do usuário é chamado. O programa usa um
sistema de reconhecimento de voz, e quando é instalado no telefone móvel, emite
sinais vibratórios e luminosos ao perceber que o nome do usuário foi
pronunciado.
O inventor Marcos Sodré, graduado em
Tecnologia de Informática, pesquisador da Universidade Estadual de Campinas
(Unicamp), conta que a ideia surgiu a partir da observação do universo que está
ao redor dos surdos. A partir daí decidiu desenvolver o projeto em seu
mestrado. “Notei que não existia um dispositivo que facilitasse a vida de
pessoas que sofrem com surdez em uma situação simples e corriqueira, como
alguém chamando o seu nome. Outros recursos utilizados para isso são o uso da
língua de sinais, a leitura labial e o toque no ombro. Quis buscar algo que
complementasse e fosse ainda mais eficiente que essas técnicas”, conta.
O aplicativo recebeu o nome de TAADA
(Tecnologia Assistiva para
Auxílio ao Deficiente Auditivo). Testes realizados mostram que o sistema
funciona em uma distância de até cinco metros em locais internos e externos,
suportando determinados níveis de ruídos. Quanto mais silencioso estiver o
local, maior a possibilidade de um reconhecimento de voz mais adequado.
Com a facilidade atual de se obter um
smartphone, o TAADA tem a proposta de auxiliar os surdos e quem convive com
eles, estreitando as formas de contato e comunicação. O aplicativo está em fase
de finalização mas representa, sem dúvida, um grande avanço.
Outro
dispositivo que ajuda em uma tarefa simples, como acordar, é o Wake Up Deaf (ou
“despertador de surdos” em português). Criado pelos engenheiros Orlan
Almeida e Paul Holdel, que
residem no Distrito Federal, o aparelho tem a função de apenas vibrar. Pode
parecer simples, mas para quem não ouve, faz uma enorme diferença.
Erasmo Carlos Cândido da Silva Júnior
rsrs muito bem ;)
ResponderExcluir