Deficientes auditivos contam as vitórias e as
dificuldades enfrentadas no dia a dia
Sala de aula
A notícia de aprovação da proposta que obriga as escolas públicas e privadas a oferecerem Libras aos alunos com necessidades especiais pela Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania é um grande passo. Em outras épocas, seu uso era proibido. “A escola proibia o uso de Libras, porque pensavam que prejudicaria a fala. Na hora do intervalo, os surdos se comunicavam por gestos caseiros”, lembra Zovico. Depois de muito tempo, já na pós graduação, ele teve um intérprete em sala de aula. “Finalmente consegui compreender muitas coisas durante a aula. Pena ter perdido muitas aulas, pois as professoras pensam que os surdos conseguem ler os lábios, mas é impossível”, lamenta.
Rivanda lembra com pesar a fase escolar. “Sempre apresentei bons rendimentos escolares, contudo, a socialização foi complexa. Não interagia com os professores e alunos dentro da sala de aula. Lembro de alguns colegas me constrangendo e os professores nada faziam.” A presença do intérprete também aconteceu no ensino superior com solicitação feita durante a matrícula no curso de Pedagogia. Entretanto, segundo Rivanda, com a saída do profissional, foi necessária denúncia no Ministério Público para a contratação de outro intérprete qualificado.
Trabalho
Diariamente, Rivanda trabalha no departamento de marketing de uma empresa de e-commerce (venda de produtos pela internet), em São Paulo. Para chegar ao posto viu uma disputa desleal no mercado. “No Brasil, existe muita dificuldade de apoio aos profissionais surdos, por isso somos poucos. Isso talvez aconteça pela falta de instituições apropriadas para nos receber.”
Diariamente, Rivanda trabalha no departamento de marketing de uma empresa de e-commerce (venda de produtos pela internet), em São Paulo. Para chegar ao posto viu uma disputa desleal no mercado. “No Brasil, existe muita dificuldade de apoio aos profissionais surdos, por isso somos poucos. Isso talvez aconteça pela falta de instituições apropriadas para nos receber.”
No
começo da vida profissional, Zovico foi projetista, responsável por projetos de
máquinas como geradores e estabilizadores de tensão para bancos. Até conseguir
a vaga encarou uma série de desafios. “Para fazer a entrevista, os recrutadores
escolhem quem poderá comunicar-se pelo telefone e por isso eu não era
selecionado.” Hoje, ele enxerga mudanças. “A tecnologia evoluiu muito e todos
usam e-mail e chat, o que facilita o trabalho dos surdos dentro das empresas e
a comunicação entre surdos e ouvintes.”
Postado
por Gecicleide de Freitas Silva
http://www.ouvirfazbem.com.br/ofbcomp
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