|
Surdo por um dia
Deficientes auditivos contam as vitórias e as
dificuldades enfrentadas no dia a dia
|
Imagine ter a comunicação
restrita, não ter acesso imediato a serviços de emergência ou ir ao consultório
e o médico gritar na tentativa de ser ouvido. Pois esta é a realidade de
crianças, jovens e adultos com surdez. A deficiência congênita ou adquirida com
o passar dos anos acomete mais de 160 mil pessoas no Brasil, de acordo com o
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). Com a ajuda de dois
surdos, vamos mostrar seu dia a dia e a apresentar novas ideias para que todos
possam contribuir para uma vida melhor.
Qual o poder do gesto? Quando conhecemos uma pessoa, a primeira reação é estender a mão para cumprimentar. Na despedida, acenamos. São situações simples, rotineiras, mas fundamentais para os deficientes auditivos. Sempre atentos, eles usam os outros quatro sentidos humanos para saber o que acontece ao redor. “O surdo sempre está atento aos gestos das pessoas, por menor que sejam, como também à vibração dos sons ou do ar e ao cheiro”, revela a pedagoga Rivanda Ribeiro. Sorrir, direcionar o olhar, usar o polegar para cima e para baixo para expressar algo bom ou ruim favorecem o contato inicial.
Timidez e falta de jeito para gesticular não podem ser usadas como desculpas para deixar de manter contato com os surdos: escreva num pedacinho de papel ou no campo de texto do celular. Vale lembrar, porém, que nada disso substitui a Língua Brasileira dos Sinais (Libras), comunicação oficial da comunidade surda. “As pessoas poderiam fazer curso de Libras como fazem inglês. Não é difícil!”, sugere o coordenador Nacional de Acessibilidade para surdos da FENEIS (Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos), Neivaldo Augusto Zovico.
Qual o poder do gesto? Quando conhecemos uma pessoa, a primeira reação é estender a mão para cumprimentar. Na despedida, acenamos. São situações simples, rotineiras, mas fundamentais para os deficientes auditivos. Sempre atentos, eles usam os outros quatro sentidos humanos para saber o que acontece ao redor. “O surdo sempre está atento aos gestos das pessoas, por menor que sejam, como também à vibração dos sons ou do ar e ao cheiro”, revela a pedagoga Rivanda Ribeiro. Sorrir, direcionar o olhar, usar o polegar para cima e para baixo para expressar algo bom ou ruim favorecem o contato inicial.
Timidez e falta de jeito para gesticular não podem ser usadas como desculpas para deixar de manter contato com os surdos: escreva num pedacinho de papel ou no campo de texto do celular. Vale lembrar, porém, que nada disso substitui a Língua Brasileira dos Sinais (Libras), comunicação oficial da comunidade surda. “As pessoas poderiam fazer curso de Libras como fazem inglês. Não é difícil!”, sugere o coordenador Nacional de Acessibilidade para surdos da FENEIS (Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos), Neivaldo Augusto Zovico.
A comunicação pela
Língua de Sinais é essencial durante uma negociação de compra e venda, apesar
disso não é obrigatória em estabelecimentos comerciais. “Quando há muitas
informações a serem transmitidas o ideal é poder contar com a presença de
intérprete. Se isso não é possível, a escrita num papel só vai funcionar se o
surdo for fluente em língua portuguesa”, explica Rivanda.
A falha na comunicação chega até mesmo onde se espera tratamento humanizado: os consultórios médicos. “Ninguém conhece Libras, complicam o atendimento e o médico grita pelo surdo no corredor para chamar, mesmo tendo sido informada a condição para a recepcionista”, desabafa Zovico. Por não responderem, outros pacientes passam na frente. “Pensam que usamos aparelho, mas na verdade os surdos não usam aparelho para escutar, somente ouvem barulho.”
No sistema de transporte não é diferente. Neivaldo sofre quando o portão de embarque do aeroporto é alterado. “Fico perdido e sempre acompanho as pessoas quando mudam, embora a recepcionista peça que eu fique sentado.” Em ônibus, a situação é pior. “Sentar em assentos especiais às vezes é perigoso para nós. Grávidas e idosos nos ofendem se não dermos o assento”, conta Rivanda.
A falha na comunicação chega até mesmo onde se espera tratamento humanizado: os consultórios médicos. “Ninguém conhece Libras, complicam o atendimento e o médico grita pelo surdo no corredor para chamar, mesmo tendo sido informada a condição para a recepcionista”, desabafa Zovico. Por não responderem, outros pacientes passam na frente. “Pensam que usamos aparelho, mas na verdade os surdos não usam aparelho para escutar, somente ouvem barulho.”
No sistema de transporte não é diferente. Neivaldo sofre quando o portão de embarque do aeroporto é alterado. “Fico perdido e sempre acompanho as pessoas quando mudam, embora a recepcionista peça que eu fique sentado.” Em ônibus, a situação é pior. “Sentar em assentos especiais às vezes é perigoso para nós. Grávidas e idosos nos ofendem se não dermos o assento”, conta Rivanda.
Postado por Thiago Severiano
http://www.ouvirfazbem.com.br/ofbcomp
Nenhum comentário:
Postar um comentário